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Comparativo de projetos de implantação

Duas estratégias, um mesmo alvo: levar a igreja para dentro das casas

Comparativo entre o projeto DNA, de transição para o modelo celular, e o projeto de Implantação das Bases Missionárias. A leitura usa o material de cada pasta: roteiros, apostilas, cadernos e apresentações de treinamento.

8 EtapasProcesso de Transição DNA
8 PassosImplantação das Bases
CélulaUnidade DNA (até 16 pessoas)
BaseUnidade Missionária (8–10 pessoas)
Contexto

Visão Geral dos Projetos

Os dois projetos partem do mesmo pressuposto bíblico: a igreja reunida em pequenos grupos nos lares, como no modelo de Atos. Cada um organiza a jornada de implantação com ênfases próprias.

Projeto DNA
Transição para o Modelo Celular
Pasta: DNA

Um processo estruturado de transição pastoral de uma igreja convencional para uma "Igreja em Células". O material se apoia em leitura obrigatória (livros Transição e A Igreja em Células), pregações intencionais, mobilização de oração e um trilho de treinamento contínuo de líderes.

UnidadeCélula
Tamanhoaté 16 pessoas (multiplica)
Formação de líderesTrilho com 7+ cursos (Descubra, Escola de Líderes, Cresça, Avance, Supervisione...)
ÊnfasePreparo pessoal do pastor e formação continuada
Bases Missionárias
Implantação das Bases Missionárias
Pasta: Projeto Bases Missionárias

Um roteiro objetivo de implantação de grupos familiares organizados geograficamente, com ênfase forte no papel do Anfitrião, treinamento enxuto de 4 encontros e um cronograma com período de consagração antes do lançamento oficial.

UnidadeBase Missionária
Tamanho8–10 pessoas (multiplica ao passar de 16)
Formação de líderes4 encontros de treinamento + material do Anfitrião
ÊnfaseMapeamento geográfico e papel do Anfitrião
Roteiro

Passo a Passo da Implantação

Os dois projetos usam roteiros numerados equivalentes, do preparo interno até a multiplicação. Lado a lado, dá para ver onde cada um concentra o esforço. Os passos aproximadamente correspondentes estão na mesma posição em cada coluna.

DNA — 8 Etapas da Transição
1
Preparo Pessoal

O pastor lê os livros obrigatórios (Transição; A Igreja em Células) e responde ao roteiro de leitura para ganhar segurança no modelo celular.

2
Pregações Intencionais

Um caderno de pregações prepara a igreja teologicamente para a visão celular.

3
Mobilização para Oração

Uma campanha de oração com caderno devocional clama pela transição.

4
Mobilização da Liderança e Igreja

Reuniões com presbíteros, diáconos e líderes de ministério apresentam e alinham a visão.

5
Implantação da Escola de Líderes

Trilho de Treinamento DNA: Descubra, Escola de Líderes, Cresça, Avance, Supervisione, Ampliando a Visão.

6
Abertura das Células

Os líderes convidam não crentes (protótipo com 4 nomes) para iniciar as primeiras células.

7
Implantação da Estrutura de Supervisão

Reunião de grupo de discipulado a cada 15 dias, discipulado individual e visitas às células a cada 6 semanas.

8
Planejamento da Multiplicação

5 requisitos da multiplicação, campanha "Eu + 1", Dia do Amigo, lista de Oikos.

Bases Missionárias — 8 Passos
1
Trabalho nos Bastidores

O pastor ou missionária conversa individualmente com presbíteros, diáconos e líderes para gerar apoio antes da aprovação formal.

2
Aprovação do Projeto no Conselho

O projeto é apresentado formalmente ao conselho da igreja, já com a liderança majoritariamente alinhada.

3
Treinamentos

4 encontros capacitam anfitriões, líderes de Base e líderes auxiliares já identificados.

4
Apresentação do Projeto para a Igreja

2 encontros, nos cultos de maior público, alcançam toda a membresia, de todas as idades.

5
Organização da Igreja em Bases

Mapeamento geográfico das famílias, não por afinidade. Bases de 8–10 pessoas; multiplicação ao ultrapassar 16.

6
Período de Consagração

60 a 90 dias de oração e jejum, com encontros que alternam entre o templo, o lar do Anfitrião, reuniões online e orações em família, além de vigílias, antes do lançamento.

7
Lançamento do Projeto

Culto especial oficial, apresentação da estrutura das Bases e entrega de materiais (banners, camisetas, folhetos).

8
Festa da Colheita

Celebração anual dos frutos e testemunhos das Bases, ao final do segundo semestre.

Análise

Convergências e Divergências

O modelo de fundo é o mesmo: pequenos grupos, nos lares, com foco em comunhão, discipulado e evangelismo. A arquitetura de implantação diverge em ritmo, profundidade de treinamento e critério de organização dos grupos.

Convergências
Fundamento bíblico comum.

Os dois projetos se apoiam no modelo da igreja primitiva reunida de casa em casa (Atos 2 e 4), com o sacerdócio de todos os crentes.

Roteiro numerado equivalente.

Os dois têm um processo de implantação com 8 passos ou etapas, do preparo interno ao lançamento e à multiplicação.

Mobilização da liderança antes da igreja.

Os dois alinham presbíteros, diáconos e líderes de ministério antes de apresentar o projeto à membresia.

Treinamento como pré-requisito.

Nenhum dos dois abre grupos sem antes formar quem vai liderar e quem vai receber o grupo em casa.

Multiplicação como alvo central.

Os dois fixam um teto de 16 pessoas por grupo. Ao chegar lá, o grupo multiplica.

Harmonia com o culto oficial.

Os dois afirmam que o grupo doméstico complementa as celebrações no templo, sem competir com elas.

Os mesmos seis papéis aparecem nos dois modelos.

Líder, aprendiz do líder, anfitrião, supervisor e responsável geral existem nas duas estruturas, ainda que com nomes diferentes. Veja a comparação completa na seção Papéis.

Divergências
Extensão do treinamento.

O DNA propõe um trilho contínuo com múltiplos cursos: Descubra, Escola de Líderes, Cresça, Avance, Supervisione. As Bases Missionárias usam 4 encontros pontuais antes do lançamento.

Critério de organização dos grupos.

O DNA abre células a partir de convites individuais dos líderes a não crentes (lista de 4 nomes). As Bases mapeiam a igreja inteira por proximidade geográfica das famílias.

Peso documental do papel de Anfitrião.

As Bases descrevem o Anfitrião em detalhe: perfil, qualificações e até os tipos a evitar, como "o Indiferente" e "o Controlador". O DNA cita o Anfitrião de passagem, dentro do manual do líder de célula.

Prazo até o lançamento.

As Bases fixam um período de consagração de 60 a 90 dias de jejum e oração antes do culto de lançamento. O DNA espalha a mobilização espiritual ao longo de várias etapas, sem um prazo fixo equivalente.

Estrutura de controle e supervisão.

O DNA usa fichas, relatórios semanais, cadastro de membros e planilhas de acompanhamento. O material das Bases concentra a supervisão no pastor ou supervisor geral, com menos formulários.

Marco de encerramento do ciclo anual.

As Bases têm a Festa da Colheita como celebração anual fixa. O DNA usa o Dia da Visão e reforços periódicos ao longo do trilho de treinamento.

Consulta rápida

Comparativo Direto por Dimensão

Mesma leitura, em formato de tabela, para consulta rápida.

DimensãoDNABases Missionárias
Unidade / nomeCélulaBase Missionária
Tamanho do grupoAté 16 pessoas8–10 pessoas (16 no limite)
Critério de agrupamentoConvite intencional a não crentes (rede de relacionamento / Oikos)Mapeamento geográfico das famílias da igreja
Preparo do líder principalLeitura obrigatória de 2 livros + roteiro de leituraTrabalho de bastidores individual com líderes-chave
Aprovação institucionalReuniões com a liderança (4º passo)Aprovação formal no conselho da igreja local (2º passo)
Treinamento de líderes/anfitriõesTrilho extenso e contínuo (7 cursos)4 encontros específicos
Preparação espiritual coletivaCampanha de oração com caderno devocional (3º passo)Período de consagração de 60–90 dias, com rodízio entre templo, lar do anfitrião, online e família (6º passo)
Papel do anfitriãoCitado no manual do líder, sem material próprioPapel central, com perfil, qualificações e material de valorização formal
SupervisãoFichas, relatórios semanais, cadastro e controle de presençaSupervisor geral (pastor) e supervisores de Base, com acompanhamento pastoral direto
Gatilho de multiplicação5 requisitos + campanha "Eu + 1"Ultrapassar 16 pessoas; o líder sai para formar uma nova Base
Marco de celebração anualDia da Visão / reforços do trilhoFesta da Colheita (fim do 2º semestre)
Aplicação registradaMaterial genérico, sem estudo de caso nomeadoEstudo de caso real: 4 Bases em Cosmópolis e Artur Nogueira
Estrutura

Papéis e Funções

Seis funções aparecem nos dois projetos. Cada bloco abaixo compara o par equivalente: mesmo trabalho, nomes e peso documental diferentes.

Equivalente, nome diferente
1. Condução semanal do grupo
DNA — Líder de Célula
Líder de Célula

Coordena, ensina e pastoreia o grupo semanal. Precisa concluir a Escola de Líderes antes de assumir uma célula.

Bases — Líder da Base
Líder da Base

Coordena, lidera e pastoreia os membros. Conduz o encontro semanal depois de passar pelos 4 encontros de treinamento.

O que muda: a função central é a mesma. O tamanho da formação exigida antes de assumir muda bastante: um trilho de vários cursos no DNA contra 4 encontros pontuais nas Bases.

Equivalente, nome diferente
2. Aprendiz que assume a multiplicação
DNA — Líder em Treinamento
Líder em Treinamento

Aprende ao lado do líder da célula e assume a nova célula quando ela multiplica.

Bases — Líder Auxiliar
Líder Auxiliar

Acompanha o líder da Base e é preparado para liderar a Base gerada na multiplicação.

O que muda: pouca coisa. A função é a mesma nos dois projetos, só o nome do cargo muda.

Mesmo nome, peso diferente
3. Dono da casa que recebe o grupo
DNA — Anfitrião
Anfitrião

Um papel entre outros dentro da célula (ao lado de líder, líder em treinamento e secretário). Pode se acumular com outra função.

Bases — Anfitrião
Anfitrião

Papel central e valorizado, com perfil e qualificações descritos em material próprio. Fica fixo, sem acúmulo com outra função.

O que muda: o nome é idêntico nos dois projetos. O peso documental não é: as Bases dedicam um material inteiro ao Anfitrião, com perfis a evitar e cuidados de valorização. No DNA ele aparece só dentro do manual do líder de célula.

Só documentado no DNA
4. Registro e controle do grupo
DNA — Secretário
Secretário

Anota dados de visitantes e mantém o controle da célula: fichas, presença, cadastro.

Bases
Sem cargo equivalente

Nenhum cargo equivalente nomeado no material das Bases.

O que muda: o DNA nomeia essa função. Nas Bases, o registro parece ficar a cargo do líder e do supervisor, sem título próprio.

Equivalente, nome diferente
5. Acompanhamento pastoral dos líderes
DNA — Supervisor
Supervisor

Discipula os líderes a cada 15 dias e visita as células a cada 6 semanas.

Bases — Supervisor de Bases
Supervisor de Bases

Acompanha líderes, auxiliares e anfitriões de uma área com várias Bases.

O que muda: a mesma camada intermediária de acompanhamento existe nos dois projetos. A frequência das visitas é o único ponto detalhado de forma diferente (o DNA fixa prazos exatos).

Equivalente, nome diferente
6. Responsável geral pelo projeto
DNA — Pastor
Pastor

Prepara-se pessoalmente primeiro e lidera sua própria célula, como exemplo para toda a igreja.

Bases — Supervisor Geral
Supervisor Geral

Função do pastor ou missionária titular, à frente de todo o projeto, do trabalho de bastidores ao lançamento.

O que muda: é a mesma pessoa no topo da estrutura nos dois projetos. Só o nome do cargo muda de um material para o outro.

Nota à parte: o estudo de caso real da Base Resgatados (Artur Nogueira), registrado na apresentação mais recente das Bases Missionárias, cita também um "Músico" atuando no encontro. Nenhum dos dois projetos descreve esse papel na estrutura formal. Ele aparece só na prática registrada.