Comparativo entre o projeto DNA, de transição para o modelo celular, e o projeto de Implantação das Bases Missionárias. A leitura usa o material de cada pasta: roteiros, apostilas, cadernos e apresentações de treinamento.
Os dois projetos partem do mesmo pressuposto bíblico: a igreja reunida em pequenos grupos nos lares, como no modelo de Atos. Cada um organiza a jornada de implantação com ênfases próprias.
Um processo estruturado de transição pastoral de uma igreja convencional para uma "Igreja em Células". O material se apoia em leitura obrigatória (livros Transição e A Igreja em Células), pregações intencionais, mobilização de oração e um trilho de treinamento contínuo de líderes.
Um roteiro objetivo de implantação de grupos familiares organizados geograficamente, com ênfase forte no papel do Anfitrião, treinamento enxuto de 4 encontros e um cronograma com período de consagração antes do lançamento oficial.
Os dois projetos usam roteiros numerados equivalentes, do preparo interno até a multiplicação. Lado a lado, dá para ver onde cada um concentra o esforço. Os passos aproximadamente correspondentes estão na mesma posição em cada coluna.
O pastor lê os livros obrigatórios (Transição; A Igreja em Células) e responde ao roteiro de leitura para ganhar segurança no modelo celular.
Um caderno de pregações prepara a igreja teologicamente para a visão celular.
Uma campanha de oração com caderno devocional clama pela transição.
Reuniões com presbíteros, diáconos e líderes de ministério apresentam e alinham a visão.
Trilho de Treinamento DNA: Descubra, Escola de Líderes, Cresça, Avance, Supervisione, Ampliando a Visão.
Os líderes convidam não crentes (protótipo com 4 nomes) para iniciar as primeiras células.
Reunião de grupo de discipulado a cada 15 dias, discipulado individual e visitas às células a cada 6 semanas.
5 requisitos da multiplicação, campanha "Eu + 1", Dia do Amigo, lista de Oikos.
O pastor ou missionária conversa individualmente com presbíteros, diáconos e líderes para gerar apoio antes da aprovação formal.
O projeto é apresentado formalmente ao conselho da igreja, já com a liderança majoritariamente alinhada.
4 encontros capacitam anfitriões, líderes de Base e líderes auxiliares já identificados.
2 encontros, nos cultos de maior público, alcançam toda a membresia, de todas as idades.
Mapeamento geográfico das famílias, não por afinidade. Bases de 8–10 pessoas; multiplicação ao ultrapassar 16.
60 a 90 dias de oração e jejum, com encontros que alternam entre o templo, o lar do Anfitrião, reuniões online e orações em família, além de vigílias, antes do lançamento.
Culto especial oficial, apresentação da estrutura das Bases e entrega de materiais (banners, camisetas, folhetos).
Celebração anual dos frutos e testemunhos das Bases, ao final do segundo semestre.
O modelo de fundo é o mesmo: pequenos grupos, nos lares, com foco em comunhão, discipulado e evangelismo. A arquitetura de implantação diverge em ritmo, profundidade de treinamento e critério de organização dos grupos.
Os dois projetos se apoiam no modelo da igreja primitiva reunida de casa em casa (Atos 2 e 4), com o sacerdócio de todos os crentes.
Os dois têm um processo de implantação com 8 passos ou etapas, do preparo interno ao lançamento e à multiplicação.
Os dois alinham presbíteros, diáconos e líderes de ministério antes de apresentar o projeto à membresia.
Nenhum dos dois abre grupos sem antes formar quem vai liderar e quem vai receber o grupo em casa.
Os dois fixam um teto de 16 pessoas por grupo. Ao chegar lá, o grupo multiplica.
Os dois afirmam que o grupo doméstico complementa as celebrações no templo, sem competir com elas.
Líder, aprendiz do líder, anfitrião, supervisor e responsável geral existem nas duas estruturas, ainda que com nomes diferentes. Veja a comparação completa na seção Papéis.
O DNA propõe um trilho contínuo com múltiplos cursos: Descubra, Escola de Líderes, Cresça, Avance, Supervisione. As Bases Missionárias usam 4 encontros pontuais antes do lançamento.
O DNA abre células a partir de convites individuais dos líderes a não crentes (lista de 4 nomes). As Bases mapeiam a igreja inteira por proximidade geográfica das famílias.
As Bases descrevem o Anfitrião em detalhe: perfil, qualificações e até os tipos a evitar, como "o Indiferente" e "o Controlador". O DNA cita o Anfitrião de passagem, dentro do manual do líder de célula.
As Bases fixam um período de consagração de 60 a 90 dias de jejum e oração antes do culto de lançamento. O DNA espalha a mobilização espiritual ao longo de várias etapas, sem um prazo fixo equivalente.
O DNA usa fichas, relatórios semanais, cadastro de membros e planilhas de acompanhamento. O material das Bases concentra a supervisão no pastor ou supervisor geral, com menos formulários.
As Bases têm a Festa da Colheita como celebração anual fixa. O DNA usa o Dia da Visão e reforços periódicos ao longo do trilho de treinamento.
Mesma leitura, em formato de tabela, para consulta rápida.
| Dimensão | DNA | Bases Missionárias |
|---|---|---|
| Unidade / nome | Célula | Base Missionária |
| Tamanho do grupo | Até 16 pessoas | 8–10 pessoas (16 no limite) |
| Critério de agrupamento | Convite intencional a não crentes (rede de relacionamento / Oikos) | Mapeamento geográfico das famílias da igreja |
| Preparo do líder principal | Leitura obrigatória de 2 livros + roteiro de leitura | Trabalho de bastidores individual com líderes-chave |
| Aprovação institucional | Reuniões com a liderança (4º passo) | Aprovação formal no conselho da igreja local (2º passo) |
| Treinamento de líderes/anfitriões | Trilho extenso e contínuo (7 cursos) | 4 encontros específicos |
| Preparação espiritual coletiva | Campanha de oração com caderno devocional (3º passo) | Período de consagração de 60–90 dias, com rodízio entre templo, lar do anfitrião, online e família (6º passo) |
| Papel do anfitrião | Citado no manual do líder, sem material próprio | Papel central, com perfil, qualificações e material de valorização formal |
| Supervisão | Fichas, relatórios semanais, cadastro e controle de presença | Supervisor geral (pastor) e supervisores de Base, com acompanhamento pastoral direto |
| Gatilho de multiplicação | 5 requisitos + campanha "Eu + 1" | Ultrapassar 16 pessoas; o líder sai para formar uma nova Base |
| Marco de celebração anual | Dia da Visão / reforços do trilho | Festa da Colheita (fim do 2º semestre) |
| Aplicação registrada | Material genérico, sem estudo de caso nomeado | Estudo de caso real: 4 Bases em Cosmópolis e Artur Nogueira |
Seis funções aparecem nos dois projetos. Cada bloco abaixo compara o par equivalente: mesmo trabalho, nomes e peso documental diferentes.
Coordena, ensina e pastoreia o grupo semanal. Precisa concluir a Escola de Líderes antes de assumir uma célula.
Coordena, lidera e pastoreia os membros. Conduz o encontro semanal depois de passar pelos 4 encontros de treinamento.
O que muda: a função central é a mesma. O tamanho da formação exigida antes de assumir muda bastante: um trilho de vários cursos no DNA contra 4 encontros pontuais nas Bases.
Aprende ao lado do líder da célula e assume a nova célula quando ela multiplica.
Acompanha o líder da Base e é preparado para liderar a Base gerada na multiplicação.
O que muda: pouca coisa. A função é a mesma nos dois projetos, só o nome do cargo muda.
Um papel entre outros dentro da célula (ao lado de líder, líder em treinamento e secretário). Pode se acumular com outra função.
Papel central e valorizado, com perfil e qualificações descritos em material próprio. Fica fixo, sem acúmulo com outra função.
O que muda: o nome é idêntico nos dois projetos. O peso documental não é: as Bases dedicam um material inteiro ao Anfitrião, com perfis a evitar e cuidados de valorização. No DNA ele aparece só dentro do manual do líder de célula.
Anota dados de visitantes e mantém o controle da célula: fichas, presença, cadastro.
Nenhum cargo equivalente nomeado no material das Bases.
O que muda: o DNA nomeia essa função. Nas Bases, o registro parece ficar a cargo do líder e do supervisor, sem título próprio.
Discipula os líderes a cada 15 dias e visita as células a cada 6 semanas.
Acompanha líderes, auxiliares e anfitriões de uma área com várias Bases.
O que muda: a mesma camada intermediária de acompanhamento existe nos dois projetos. A frequência das visitas é o único ponto detalhado de forma diferente (o DNA fixa prazos exatos).
Prepara-se pessoalmente primeiro e lidera sua própria célula, como exemplo para toda a igreja.
Função do pastor ou missionária titular, à frente de todo o projeto, do trabalho de bastidores ao lançamento.
O que muda: é a mesma pessoa no topo da estrutura nos dois projetos. Só o nome do cargo muda de um material para o outro.
Nota à parte: o estudo de caso real da Base Resgatados (Artur Nogueira), registrado na apresentação mais recente das Bases Missionárias, cita também um "Músico" atuando no encontro. Nenhum dos dois projetos descreve esse papel na estrutura formal. Ele aparece só na prática registrada.